Análisis realizado por Luis Nassif

O mercado e os erros continuados

 
 

Luis Nassif On Line
Brasil, 28 de enero 2008


".. Se o Banco Central mantivesse o ritmo de queda dos juros, cessariam os ganhos de arbitragem (tomar empréstimo em outro país e aplicar no Brasil) e o real se desvalorizaria. Em vez disso, o BC resolveu dar sobrevida a essa maluquice, ampliando os estragos. Parou de reduzir os juros e acumulou uma enorme reserva em dólares, que permitirá aprofundar ainda mais os estragos nas contas externas, até que o Sr Crise surja para nos salvar" (Nassif On Line. Brasil)

"... Esta semana revelou-se que, pouco antes da operação de salvamento conduzida por bancos novaiorquinos, grandes seguradoras ainda eram consideradas "Triple A" - grau máximo de segurança por agências de risco.

Como entender essa sucessão de erros? Essa indústria chamada mercado engloba gestores de fundos, economistas, analistas, operadores, agências de risco, empresas de auditoria, bancos de investimento etc. Todo esse universo é avaliado trimestralmente. A melhoria das ações, ou o valor dos bônus de desempenho, dependem dos resultados trimestrais.

Sempre que surge uma ameaça no horizonte, a tendência é minimizá-la até que exploda. Não se trata de fenômeno brasileiro. A crise do "subprime", fundamentalmente, foi em função desse hábito da postergação do desastre para maximização do ganho imediato.

... O mesmo ocorre agora com a deterioração das contas externas brasileiras. Em 2003, até o boné do MST na cabeça do Lula foi utilizado para "explicar" a alta do dólar em determinado dia. Em 2006, no epicentro da maior crise política do Brasil moderno, o dólar permaneceu calmíssimo, como se fosse a Suíça. A diferença entre os dois momentos é que no primeiro havia um enorme déficit em transações correntes; no segundo, superávit.

É evidente que o pais precisa manter a responsabilidade fiscal, a melhoria de gestão, proceder a reformas etc. Mas a blindagem contra a crise externa vem das contas externas brasileiras - hoje em dia em franca deterioração.

Desde o ano passado, a valorização do real era para ter sido interrompida. Se o Banco Central mantivesse o ritmo de queda dos juros, cessariam os ganhos de arbitragem (tomar empréstimo em outro país e aplicar no Brasil) e o real se desvalorizaria.

Em vez disso, o BC resolveu dar sobrevida a essa maluquice, ampliando os estragos. Parou de reduzir os juros e acumulou uma enorme reserva em dólares, que permitirá aprofundar ainda mais os estragos nas contas externas, até que o Sr Crise surja para nos salvar".

Extractos del blog de Luis NassifOn Line (Brasil)

NEWSLETTER
 
Últimas noticias de América Latina
REVISTA DE PRENSA
PAÍSES
 
 

SINDICACIÓN RSS

INFOLATAM Todos los derechos reservados 2005 Advertencia legal  - Publicidad: Magnoliart SCom.  - Programación: Taller Digital