
Folha de Sao Paulo
Sao Paulo, 27 de septiembre 2006
"O comitê reeleitoral de Lula considerou ofensivo um artigo de Clovis Rossi com o título acima. Foi publicado na Folha de 22 de setembro. Abespinhada, a coligação lulista pediu à Justiça Eleitoral que lhe assegurasse o direito de resposta." (Folha de Sao Paulo. Brasil)
O caso foi a julgamento no plenário do TSE. Por quatro votos a dois, os ministros deram ganho de causa ao comitê de Lula. Consideraram que o texto de Rossi, de fato, ofendera Lula e seu partido. E determinaram a veiculação de resposta no mesmo espaço do jornal. Cabe recurso.
O signatário do blog acha que, à luz das perversões que vêm marcando a era Lula, o companheiro Rossi foi até condescendente com o petismo. Para que os 22 leitores deste recanto virtual possam tirar as suas próprias conclusões, republica-se abaixo o texto que ensejou a polêmica. Aí vai:
"Oded Grajew, empresário que foi dos primeiros da espécie a aderir ao lulo-petismo, bem antes do poder, matou faz tempo a charada do apodrecimento do PT e, com ele, do governo Lula. Em depoimento para livro de duas jornalistas inglesas sobre a crise petista (a primeira), Oded lamentou que, para a cúpula partidária e para o pessoal do aparato burocrático, a política tenha se tornado 'maneira de ganhar a vida'.
Completou: 'Alcançar o poder se converte no mais importante, e, para isso, as pessoas estão dispostas a fazer concessões éticas. Em outras palavras, se desejo estar no poder, necessito dinheiro, e, se não posso conseguir os fundos legalmente, então o farei ilegalmente'.
Outro 'lulista', aliás o novo coordenador de campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, por sua vez, queixou-se, no mesmo livro, de que trabalhou de graça como secretário de Relações Internacionais do PT durante dez anos, ao passo que 'um membro de uma tendência de esquerda [do PT] ganhava R$ 7,2 mil por mês', mais do que Garcia como assessor para assuntos internacionais de Lula.
São essas 'boquinhas' que fazem compradores de dossiê ou praticantes de outras delinqüências. Freud Godoy, mero segurança, usou o PT (e o governo Lula) como meio de alpinismo social, a ponto de morar em um apartamento de R$ 500 mil. Valdebran Carlos Padilha da Silva, por sua vez, mora em um condomínio de luxo em Cuiabá. José Lorenzetti, enfermeiro, virou diretor de banco federal.
Para manter as 'boquinhas', é lógico que fariam de tudo. Assim como as pessoas que assessoram, todas com cargos eletivos. Para manter o poder, fazem o diabo, contando com o acobertamento do chefe, que, mesmo quando os demite, acaricia-os depois. Foi essa cultura que gerou a 'quadrilha' antigamente chamada de Partido dos Trabalhadores". "
Comentario del blog de Josías de Souza (Folha on Line. Brasil)
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