Lecciones de la visita de Dilma a Cuba

Infolatam
8 de febrero 2012
Por Peter Hakim

Aprendimos tres cosas de la visita de la presidente brasileña Dilma Rousseff a Cuba. Primero, bajo su mandato, es poco probable que Brasil  emerja como un campeón público de los derechos humanos o la democracia. Sea cual sea su inclinación personal, cualquier cambio en la política exterior de Brasil está constreñido por los intereses económicos del país y por  antiguos compromisos políticos, así como por su particular enfoque sobre los asuntos internacionales.  

Por otra parte, aunque es imposible asegurarlo, hasta ahora no hay evidencia que indique que Rousseff haya tratado de presionar privadamente a favor de políticas abiertas o derechos individuales, en Cuba o en cualquier otro lugar.

Segundo, su gobierno ha mostrado una mayor flexibilidad y sensibilidad hacia temas de democracia y derechos humanos que su predecesor. Bajo el presidente Lula da Silva, Brasil votó repetidamente contra los esfuerzos de la ONU por denunciar violaciones a los derechos o pasar a la acción para pararlos.

Con Rousseff en el cargo, Brasil ha escogido abstenerse en algunas causas cruciales como Libia, y ha mostrado una rotunda buena disposición para condenar violaciones en algunas circusntancias. Diferente a Lula, ella nunca ha menospreciado a los disidentes llamándoles criminales comunes o comparándolos con fervientes fanáticos del futbol. Ella le concedió a la disidente cubana Yoani Sanchez una visa para visitar Brasil, aunque aparentemente no trató de alentar a las autoridades cubanas para que le permitiesen salir de la isla.

Tercero, mucha gente, incluida Sánchez, están convencidos de que Brasil, usando su creciente influencia para avanzar en una agenda de democracia y derechos humanos, puede hacer la diferencia en el comportamiento de gobiernos en sitios como Cuba, Venezuela e Irán. No estoy seguro de estar de acuerdo, pero yo continuaría exhortando a Brasil para que haga el esfuerzo.

4 comentarios a “Lecciones de la visita de Dilma a Cuba”

  1. Democracia dijo:

    Pues por lo menos aprendiste más cosas que yo. Yo no aprendí nada con la visita de Dilma Rousseff. Es más hubiera sido más beneficioso si se hubiera quedado en Brasil por lo menos en el tema de derechos humanos fue como dar un paso gigante hacia atrás.
    ¡Ah! bueno sí aprendí una cosa que ser fan de asesinos no es bueno. Aunque eso es de sentido común hasta un niño de 3 años lo sabe, ¿y no lo sabe una presidenta de un país?. Wow, sin palabras.

  2. alberto junco dijo:

    Pienso igual sobre la Sra. Rousseff, ella siempre tratara de estar en la cerca. Si la vieramos en una escalera no sabriamos si sube o baja. Brasil, por ahora, no puede aspirar a mas por su geografia y por su historia. El comportamiento de Lula como presidente, confirma lo anterior.

  3. JOSÉ AUGUSTO GUILHON dijo:

    De acuerdo con todo el análisis con excepción de: “asi como por suparticular enfoque en la economía”, pués no veo el interés económico en la relaciones con Cuba. A mi juício, la conduta de Dilma en Cuba resulta más del o que trato abajo:

    ENTRE LES DEUX MON COEUR BALANCE
    A questão de saber qual a relevância da visita da presidente Dilma a Cuba, tendo em vista nossos objetivos de política externa, deve ser precedida pela questão de saber quais os objetivos domésticos da viagem. A melhor maneira de encarar essa questão é refletir sobre as razões que levaram a presidente do Brasil a optar por visitar o Fórum Social e Cuba em vez do Fórum Econômico Mundial em Davos. Sobretudo sabendo-se que não se trata de uma alternativa excludente.
    Não é qualquer um que pode ser convidado de honra a pronunciar um keynote speech – uma conferência especial – num fórum geralmente freqüentado pelos grandes deste mundo. E Dilma era ansiosamente esperada, não apesar de poder freqüentar livremente o Fórum Social ou ser recebida como compañera pelos irmãos Castro mas, antes pelo contrário, porque poderia, ao menos em princípio, sentir-se tão à vontade em Havana como em Cuba, tal como Lula.
    Também não soaria ofensivo aos olhos do brasileiro comum, sobretudo a essa parte mais desvalida da população a quem Dilma deve sua vitória eleitoral, que nossa presidente fosse alvo de homenagem tão elevada como representante da nação brasileira. E não se trata de uma homenagem vã. A expectativa criada na comunidade internacional, sobretudo entre os que decidem no dia a dia os rumos da economia global, era a de aprender alguma coisa. Aprender com alguém que decide no dia a dia os rumos da sexta maior economia do mundo, e cujo governo tem reivindicado o papel de sócio ativo, com algo a dizer sobre os caminhos a seguir para escapar da recessão mundial.
    Salvo o setor do PT e da esquerda mais inconformado com o fim do bolchevismo, e ofuscado pelo futuro inglório de Cuba e da dinastia castrista, poderia ressentir-se com a visita a Davos e não se contentaria com os afagos de Dilma em Porto Alegre e Havana. A imensa maioria do PT, e digo isso como um elogio, ficaria satisfeita com os dois destinos. Uma boa parte certamente veria o dever cumprido no roteiro latino-americano e sentiria orgulho com a visita ao Velho Mundo.
    Mas o governo Dilma acabou de criar dois contenciosos com o PT. O primeiro resultou da opção “técnica” da presidente para o ministério de Ciência e Tecnologia, em vez de atender à reivindicação do PT para aquela pasta. Essa decisão “técnica” foi uma tentativa de se furtar à decisão política de optar entre manter um petista em substituição a Mercadante, ou “devolver” a pasta ao PSB, que se considera seu legítimo dono desde o primeiro mandato de Lula.
    O outro contencioso é o “affaire” Hadad. Independentemente da palatabilidade do ex-ministro junto ao PT paulistano, é óbvio o desconforto entre seus grandes eleitores – a começar por Marta Suplicy – com a sem-cerimônia com que Lula lhes enfiou goela baixo um candidato de pára-quedas. O ressentimento que mais essa intrusão de Lula gerou só pode ter-se agravado com o aparato presidido por Dilma no bota-fora do novo delfim.
    Como todo esse ressentimento acumulado não pode se expressar contra o Pai, é normal que se volte contra a regente. Nessas circunstâncias, não me surpreenderia se Dilma tiver sido dissuadida, inclusive lá de cima, de tomar qualquer iniciativa que possa parecer mais uma afronta ao PT.
    Quanto ao objetivo doméstico de aplacar o PT, não creio que possa ser alcançado com o simples cumprimento do que é tido como um dever: defender o que a maioria de seus membros considera a única democracia real do Continente.
    José Augusto Guilhon Albuquerque é fellow no Centro de Estudos Avançados da Unicamp

  4. marcos altenhoffen dijo:

    El principio de no intervención en asuntos internos de terceros paises esta registrado en uno de los primeros articulos de la constituicion brasileña, que rige el tema de las Relacciones Internacionales. Brasil no sera nunca un campeon en derechos humanos y no va a bajar de ese muro porque no acepta que nadie le venga a decir lo que tiene que hacer dentro de sus fronteras;

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