Programa de Alckmin incorpora teses caras a Lula
Folha de Sao Paulo
Sao Paulo, 11 de junio de 2006
Por Josías de Souza
“As diretrizes do programa de governo de Geraldo Alckmin (PSDB) incorporam, na área social, idéias presentes também na plataforma de Lula (PT), seu maior rival nas eleiç?µes presidenciais deste ano”. (Folha de Sao Paulo. Brasil)
“A principal delas é o Bolsa Família, que paga entre R$ 15 e R$ 95 para famílias com renda mensal de até R$ 120 por pessoa.
O primeiro documento formal com as metas de governo de Alckmin promete: “Continuaremos e ampliaremos os programas de proteção social, como as bolsas.” O texto diz que a iniciativa não é de Lula, mas de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. As bolsas “são criaturas do PSDB”, diz o programa tucano.
O documento realça uma preocupação também presente no discurso do PT: a necessidade de emancipar as pessoas que hoje recebem o auxílio governamental. “Não queremos condenar as famílias eternamente á ajuda do governo (…)”, anota o texto. “A rede de proteção social representa um avanço importantíssimo mas por si só não responde ao desafio da inclusão”.
“Pobreza não é só falta de renda”, prossegue o documento. “É falta de renda e de trabalho, habitação, segurança, educação, saúde e saneamento. Dificilmente a situação de uma família pobre vai melhorar significativamente por receber uma bolsa do governo. Pior ainda, a bolsa não romperá a armadilha da pobreza se as crianças continuarem a receber educação de má qualidade e se não forem criadas ― por meio do crescimento econ?¥mico ― oportunidades para trabalhar e empreender”.
Alckmin promete manter um outro programa caro a Lula: o Pronaf, que financia com empréstimos públicos subsidiados a agricultura familiar…. De novo, o documento preocupa-se em esclarecer que o benefício não é obra de Lula. Foi “criado pelo PSDB”, sob FHC.
Sem mencionar explicitamente o quebra-quebra promovido pelo MLST nas dependências da C?¢mara dos Deputados e as invas?µes de terras feitas pelo MST, o programa do tucanato dá uma estocada em Lula. Diz que um eventual governo Alckmin não descuidará da reforma agrária. Mas ela “não será feita sob o acicate (espora de um só aguilhão) de press?µes que desvelam para a violência e desrespeito ás instituiç?µes democráticas. Seremos intransigentes com a violência no campo e não admitiremos a ilegalidade como meio de ação”.
Em nova estocada na gestão Lula, ás voltas com críticas dos grandes produtores rurais, Alckmin promete “fortalecer” o “agronegócio”. “Não apenas para produzir alimentos para o mercado doméstico e mundial como também para gerar a energia do futuro, limpa e renovável, que, aos poucos, substituirá o petróleo e seus derivados”. Mais uma similitude com a plataforma de Lula, que não se cansa de defender o biodiesel como fonte alternativa de energia…”
Extracto del artículo publicado por Folha de Sao Paulo






















